quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Quem?

Ultimamente venho me perguntando uma pergunta que todos nós devemos nos fazer um dia nas nossas vidas, "quem sou eu, realmente?"

Eu li em algum lugar que nós somos, de forma bem simplificada, 3 pessoas diferentes. Nós somos como nós achamos que somos, nós somos como os outros nos vêem, e por fim, nós somos, simplesmente, quem somos. Legal, faz sentido. De fato as impressões que temos de nós mesmos difere da impressão que os outros tem de nós. Posso concordar que nós somos essas três pessoas, e dá até pra saber quem são essas duas primeiras; Eu sei quem eu penso que sou, e os outros podem me discrever para mim mesmo, mas essa terceira pessoa, "simplesmente, quem somos" é que é a parte difícil, porque essa difere das duas outras e ninguém, nem nós nem os outros, sabe exatamente quem é essa pessoa.

Matutei bastante sobre essa pessoa central e cheguei em uma pergunta que eu julgo importante.

Você ja percebeu como quando estamos com pessoas diferentes, ou em grupos diferentes, agimos de maneiras diferentes? Alguns de vocês podem discordar, mas eu sei que não sou o único que se sente assim. Você age de um jeito quando está sozinho, de outro quando está com quem ama, e de diversas outras formas com diversas outras pessoas, ou combinações distintas de pessoas. Penso que dá pra representar isso num diagrama de Venn (aqueles desenhos com dois ou mais círculos que se interseccionam no meio). Cada um dos círculos representaria uma pesonalidade diferente, em um ambiente diferente, e eu acredito que todos estes círculos se interseccionam entre sim, deixando uma fatia de você que existe em todos estes ambientes, com todas essas pessoas.



Usei 3 círculos mas podemos colocar quantos círculos quisermos neste diagrama, cada um para uma situação diferente, mas... Qual parte deste diagrama reprenta quem você realmente é?

Você diria que você é a parte central, a parte em comum de todos os círculos, a fatia de você que está presente em todos os seus "vocês"? Mas e o resto? O resto você finge?

Ou você é, de verdade, todos os círculos? Todas as possíveis pessoas que você pode ser? Mas neste caso, e as contradições que todos nós temos? Somos elas também?

Ou somos algumas partes e outras não? Alguns círculos representam quem somos de verdade e outros são só fingimento? Mas e como vamos nos achar no meio dessa bagunça? Quem somos nós para julgar que partes fazem parte de nós e que partes não fazem? Quem são os outros para fazerem o mesmo?

Quem é qualquer um?

sábado, 7 de janeiro de 2012

1 ano

Amanhã vai fazer um ano que eu não posto nada aqui.

Ou iria, se eu não tivesse postado algo aqui.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Frustrante humildade

As vezes, quando deparado com discussões ou debates, no final me vem algo a mente: Talvez eu seja pacífico demais nas discussões. Não vejo o objetivo de uma discussão provar o meu ponto, provar que estou certo. O objetivo é nada menos que a evolução conhecimento, com sorte, mútuo. O objetivo é demonstrar o que você pensa e ouvir o que o outro tem a dizer, e então apontar possíveis erros nas idéias do "oponente". Não é impor o que eu penso, mas sim retirar do próximo seus erros.

Impor o que se pensa é se ver forte demais, é negar que você pode estar errado. Mas será que isso é ruim?

Por vezes imagino, como qualquer outro, que talvez eu esteja errado, mas deixo isso me dominar, perco confiança em mim mesmo e no que me é mais valioso: minha mente.

Essa maneira pacífica, de se ver as coisas como um todo ao invés essa falsa dicotomia "meu ponto/seu ponto" de um debate normalmente não é a vitoriosa, pois não é essa a definição de vitória que se busca, como dito anteriormente. Se a sorte não se faz presente e o meu objetivo de conhecimento não é um ideal que eu e o "oponente" dividimos, o oponente ganha na força bruta das falácias, egoísmos e sua maldita mente fechada. Ele ganha por sair com suas ideias intactas enquanto eu saio frustrado por não ter conseguido meu objetivo. A discussão não deu em nada e é isso que ele quer.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Alguns pensamentos sobre homens e mulheres.

Ambos o homem e a mulher, como todo ser vivo, querem passar seus genes adiante, mas o modo no qual alcançam este objetivo são diferentes.

O homem quer, acima de tudo, ter um filho, dar o primeiro passo.
A mulher quer, acima de tudo, cuidar do filho, permitir o desenvolvimento e a possivel reprodução do filho. (daí a felicidade de mães quando se tornam avós)

Esse fonômeno é explicado observando o comportamento dos seres humanos da idade da pedra: A mulher cuida do filho enquanto o homem caça o necessario para mantê-lo vivo.

Esse comportamento é observado até hoje (com variações vindas do estigma social). A mulher é mais caseira enquanto o homem é encarregado de conseguir o dinheiro para manter o filho.

Ambos buscam um parceiro, obviamente, mas buscam por coisas diferentes: O homem busca uma mulher saudável (leia-se: bonita) enquanto a mulher busca um homem com poder, a capacidade de fornecer (leia-se: rico)

A beleza feminina nos parâmetros atuais é muito dada pela capacidade dela de ter filhos e mantê-los na infância, não é apenas estética. Os dois exemplos clássicos: peito e bunda. Peitos grandes ajudam na amamentação e quadris largos significam facilidade no parto.

O que atrai a mulher ja é um pouco mais complicado, é muito pouco baseado a aparência. Resumidamente, como disse antes, é a capacidade de fornecer. A beleza (leia-se: saúde) apenas dá a certeza de que o homem vai sobreviver a caçada, enquanto coisas como inteligencia, atitude e dinheiro ja são mais diretamente ligadas com o ato de fornecer. Inteligência é o que o homem usa para encontrar caminhos para fornecer; A atitude ou confiança é o que é usado para pegar esse potencial e botá-lo em prática; O dinheiro é o resultado final. Portanto só com um dos três não se consegue nada. Com inteligência e sem atitude não se faz nada, só se planeja. Tendo atitude sem inteligência se cometem atos arriscados e incorretos. Tendo dinheiro e faltando o resto, o dinheiro acaba.

Tendo isso em mente, não há porque se ofender com os feminismos de "homem só pensa em sexo" e os machismos de "mulher só pensa em dinheiro". Ambas são maneiras superficiais de se observar a realidade mais profunda da coisa.

sábado, 25 de dezembro de 2010

25 de Dezembro

Este é um post feito especialmente para este dia. Mas que dia é este? Este é um dia onde todas as pessoas falam sobre este dia, porque este dia tem um nome, coisa que os outros dias normalmente não tem, o que torna este dia mais importante que os outros dias.

Feliz dia.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Potencial Trancafiado Parte 2

Tenho más notícias: Nós quase certamente não estamos utilizando nosso completo potencial.

Mesmo que você seja super talentoso ou super inteligente ou super seja-la-o-que-for, você provavelmente não está usando esse seja-la-oque-for da melhor maneira possível, seja la qual maneira for esta.

Eu me julgo uma pessoa inteligente, com uma paixão por uma área que não estou seguindo, a ciência. Eu provavelmente poderia embarcar na ciência e fazer uma descoberta que vai entrar nos livros de história, assim como você, com seu dom especial, poderia se tornar alguém admirável pelo mundo inteiro.

Certo, não podemos dizer com certeza que não estamos vivendo a melhor vida possível, mas dado o numero de coisas que poderíamos ter feito de outra forma em nossas vidas, a chance de que nossas escolhas atuais levem-nos à melhor vida possível é quase inexistente.

Mas não deveríamos nos culpar muito por isso, afinal, a única maneira de tomar as melhores escolhas possíveis é saber com antecedência onde isso vai te levar, e saber também se não existe um caminho que vai te levar a algo melhor; estar sempre um passo à frente é muito pouco, precisamos estar sempre todos os passos à frente. E, francamente, ninguém é capaz disso. Ficar muito preso nisso é superestimar a raça humana.

Edit:
(Ah, e que fique evidente que eu me refiro apenas à nossa vida neste mundo, quando me refiro à "melhor vida possível" não tomo em consideração nenhuma característica espírita. Tomo uma visão totalmente cética sobre o "sentido da vida". Aliás talvez eu faça um post sobre esse sentido superestimado que temos.)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Arte, Política e Religião.

Existe aquele ditado que diz "Gosto não se discute", ou, expandindo um pouco, "Não se discute política / musica / futebol / religião" ou algo assim. Eu concordo em parte. Você não pode convencer alguém a gostar de uma musica ou banda dizendo apenas "porra, essa musica é muito boa, cê devia gostar dela". Não é tão fácil assim. Religião a mesma coisa, não é falando que Deus existe e botando medo ao falar do Inferno que vai me fazer começar a acreditar em Deus. Pode funcionar com alguns, mas estes poucos não possuem uma base forte para sua crença.

Aí está a palavra chave, "base". Não se discute um assunto "subjetivo" (exito ao usar esta palavra) como os citados no início do texto diretamente. Raramente se chegará a um acordo debatendo o assunto diretamente.

As crenças, gostos e preferências não surgem do nada, como, aparentemente, muitos pensam. Todas estas coisas surgem a partir de uma base, base para a crença, base para o gosto, base para a preferência. Não se deve discutir o se, mas sim o porque.

Veja este quadro:

É um quadrado preto com um minúsculo ponto branco. Isso é arte? Independente da sua resposta, farei outra pergunta: "Porque isso é/não é arte?", então, para responder isso, deve questionar-se: "Qual a minha definição de arte?" Arte é tudo que alguém denominado como artista por ao menos um crítico faz? Arte é algo que requer habilidade, ou é apenas algo que transmite uma ideia? Assim que a definição de "arte" for concluída, podemos iniciar um certo debate, já que temos a base. Se o debate for com o intuito de mudar o gosto do oponente, então talvez possamos chegar a algum lugar ao criticar, ao invés do gosto do oponente em si, sua base para ter esse gosto, para aderir a essa definição de arte. Se conseguirmos, então o oponente claramente não possuía uma base forte o suficiente, mas se acontecer o mais provável, do oponente não mudar sua opinião e sua base não fraquejar, ao menos aprenderemos algo com a discussão, aprenderemos que existem outros pontos de vista que não sejam os seus e, com sorte, perderemos essa noção de que "gosto não se discute". Se tem tanta gente discutindo, é porque se discute sim e se mesmo assim a frase continua em efeito, é porque não se soube discutir corretamente.

Religião ou crença é um outro ponto, dessa vez, creio eu, mais debatível, pois aquilo que acreditamos é aquilo que escolhemos acreditar, e nossas escolhas podem estar erradas (se não admite isso então não merece atenção ou credibilidade alguma). Acredito muito no que a ciência diz, pois a ciência não é só um coletivo de descobertas. Para algo ser considerado um "fato" ou uma "teoria", ela deve passar por um rigoroso processo muito extenso e complicado para explicar nesse texto (e também porque eu não conheço de cor), então quando me deparo com algum religioso e quero debater, meu instinto faz-me assumir que sua base para definir o que é ou não verdade - ou ao menos acreditável - é a mesma base que a minha. Logo se inicia um debate que não vai a lugar algum pois meu instinto me fez assumir o, muito provavelmente, incorreto. Logo devo mudar o caminho que o debate toma para algo mais profundo. "O que te faz acreditar?" É a fé? Então começo a atacar o conceito de fé. Foi algum acontecimento na sua vida que considera um milagre? Então começo a tomar um caminho arriscado ao dizer que aquilo poderia muito bem ter outras causas, se não Deus. São os argumentos lógicos ao observar o mundo a nossa volta? Então começo a apresentar contrapontos lógicos e pesá-los contra os argumentos que me apresenta. Se for uma mistura de tudo isso, então a conversa vai longe... Ou um se cansa, ou se ofende, ou se sente ameaçado e diz que "Religião não se discute". (Aí eu fico com raiva, chuto, grito, xingo de covarde e ignorante e acaba ficando por isso mesmo)

Pois acho que já escrevi demais. Pensei em entrar em futebol e política, mas seria apenas a repetição dos dois parágrafos anteriores com algumas palavras modificadas. Espero que tenha compreendido, aprendido algo ou senão ao menos concordado com o que leu.