Porque meu post anterior foi jutamente sobre o Determinismo, sendo que existem tantos outros assuntos similares? Não, não é por coincidencia. Eu poderia gastar posts e posts escrevendo sobre as várias filosofias que pensamentos da Lógica trazem, e falácias argumentativas e etc e tal (e eu provavelmento vou um dia) mas pra mim o Determinismo guarda um lugar especial no meu coraçã-- er, na minha mente, pelos mesmos motivos da maioria dos meus textos aqui: EU criei eles.
E o conceito de Determinismo foi um dos -- senão o -- primeiro dos conceitos que criei, e certamente o que mais me afetou. Em 2007 ou 2008, não me lembro, eu estava voltando da escola de ônibus, e comecei a pensar e viajar como é de costume de todos os passageiros que não dormem nem possuem um dispositivo de musica.
Nesse dia comecei a pensar, e foram pensamentos bem menos gerais que os do meu post anterior. Comecei a criar situações em minha mente e então ver os motivos para que os fatos tenham se desenrolado da maneira que desenrolaram em minha mente. Chegavam a ser realmente específicos, como uma briga vista em câmera lenta e um dos lutadores perdendo pois seu braço não pode se mover rápido o bastante por alguns milissegundos, ou uma pedra no chão que o fez escorregar, e então o vencedor da briga se tornava uma pessoa realmente importante, mudando o mundo (viagem, eu sei).
Foi então que percebi que TUDO tem um motivo, e então criei um conceito que passa longe do Determinismo; o conceito de que um ser onisciente poderia prever o futuro.
Então desci do ônibus com minha mente fervendo e determinado (há!) a espalhar essa idéia. Cheguei em casa e escrevi um extensivo e confuso post em um fórum explicando minha idéia nova e como eu a obtive com intenção de gerar discussão. Os primeiros posts enxergaram minha idéia como original e entraram na discução, mas um deles acabou com o meu orgulho:
"Essa idéia é sua mesmo?"
"É sim, porque?"
"Me parece muito com Determinismo [seguido de um link para a página da wikipedia]"
Eu li o artigo e fiquei frustrado. EU queria tomar o crédito pela idéia, EU queria ser reconhecido como o jovem gênio que moveu a mente de milhões, EU... Era tremendamente ingênuo.
Desde então não parei jamais de ficar com raiva quando vejo outras pessoas tendo idéias geniais, mas não vou parar de me orgulhar dos meus pensamentos independentes ja antes pensados por outra pessoa.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Determinismo
Finalmente um post sobre isso.
Não existe livre arbítrio. Tudo é uma reação de uma reação de uma reação de uma reação (...) de uma reação de uma ação inicial.
Pense, pegue qualquer coisa feita por qualquer outra coisa. As palavras ditas são provenientes dos pensamentos tidos que são provenientes de sua personalidade que é proveniente de experiências passadas e vivências que são provenientes de uma infinidade de coisas que em primeiro lugar é proveniente de seu nascimento.
...Que por sua vez é proveniente por seus pais se conhecerem que é proveniente dos pais deles se conhecerem que é proveniente da raça humana evoluir que é proveniente do planeta ser criado que é proveniente de um campo gravitacional atraindo matéria que é proveniente do Big Bang.
Pode ser que essa minha regressão esteja incorreta em algum ponto, mas dá pra entender onde quero chegar, não?
Usando esse pensamento, podemos dizer que você come porque está com fome. "Mas se o determinismo diz que eu deveria comer, se eu não comer eu estarei negando-o, fazendo uma escolha livre de tudo". Não. Você vai estar se negando a comer pois você está com uma predisposição para tal. Não se foge do Determinismo.
Mas claro, não se pode viver nossas vidas pelo determinismo. Se ele fosse reconhecido como verdade (o que não vai acontecer pois existe algo que previne isso por causa do estado de "Certeza" que o Determinismo toma na Lógica) haveriam grandes impactos na sociedade como por exemplo, prender um criminoso. Qual a culpa que ele tem se suas ações ja vieram precedidas de uma infinidade de coisas que levaram-no a cometer o crime?
E outra, nem se apenas uma pessoa tentasse viver uma vida tendo como única filosofia o Determinismo ela conseguiria, pois o ser humano não é condicionado a olhar o mundo através desses olhos... E não quero nem imaginar que vida levaria se conseguisse.
Não existe livre arbítrio. Tudo é uma reação de uma reação de uma reação de uma reação (...) de uma reação de uma ação inicial.
Pense, pegue qualquer coisa feita por qualquer outra coisa. As palavras ditas são provenientes dos pensamentos tidos que são provenientes de sua personalidade que é proveniente de experiências passadas e vivências que são provenientes de uma infinidade de coisas que em primeiro lugar é proveniente de seu nascimento.
...Que por sua vez é proveniente por seus pais se conhecerem que é proveniente dos pais deles se conhecerem que é proveniente da raça humana evoluir que é proveniente do planeta ser criado que é proveniente de um campo gravitacional atraindo matéria que é proveniente do Big Bang.
Pode ser que essa minha regressão esteja incorreta em algum ponto, mas dá pra entender onde quero chegar, não?
Usando esse pensamento, podemos dizer que você come porque está com fome. "Mas se o determinismo diz que eu deveria comer, se eu não comer eu estarei negando-o, fazendo uma escolha livre de tudo". Não. Você vai estar se negando a comer pois você está com uma predisposição para tal. Não se foge do Determinismo.
Mas claro, não se pode viver nossas vidas pelo determinismo. Se ele fosse reconhecido como verdade (o que não vai acontecer pois existe algo que previne isso por causa do estado de "Certeza" que o Determinismo toma na Lógica) haveriam grandes impactos na sociedade como por exemplo, prender um criminoso. Qual a culpa que ele tem se suas ações ja vieram precedidas de uma infinidade de coisas que levaram-no a cometer o crime?
E outra, nem se apenas uma pessoa tentasse viver uma vida tendo como única filosofia o Determinismo ela conseguiria, pois o ser humano não é condicionado a olhar o mundo através desses olhos... E não quero nem imaginar que vida levaria se conseguisse.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Transcrições [1]
Essa é uma transcrição* da primeira gravação de um dos monólogos que tenho, monólogos esses que normalmente (normalente, logo nem sempre) dão fruto aos textos que pode-se ler aqui.
*Editada, cortando partes desnecessárias ou modificando para melhorar o sentido e arrumando erros gramaticais
"Eu não sei se vai sair algo dessa gravação.
Tem que ser natural, por mais que seja difécil ser natural, pelo menos assim sob pressão por eu estar sendo gravado.
Estou pensando em transcrever o que estou gravando aqui. Não tem script nem nada, estou simplesmente gravando palavras soltas no ar. O problema é que quando eu tenho essas idéias, eu não fico falando o tempo todo. Essas gravações são apenas úteis para que talvez quando eu for transcrever, eu consiga uma idéia melhor, porque muitas e muitas vezes que eu saio aqui fora para pensar, as palavras que eu falo ou penso me fogem quando quero passá-las ao texto. Elas soam muito bem e, se ditas num diálogo, o ouvinte conseguiria compreender muito melhor o que digo. As palavras me fogem. Quando eu volto e sento pra escrever os pensamentos que tive aqui fora, eu tenho TERRÍVEIS bloqueios de escritor, porque me orgulho das palavras que saem aqui fora, me orgulho daquilo que só o Ouvinte ouve. E o que o Ouvinte escuta é a idéia passada de uma maneira bem mais próxima daquela que eu quero passar aos leitores
(o Ouvinte sendo o nome que dei à idéia da pessoa que tenho quando converso sozinho)
Portanto eu sento e escrevo, mas escrevo pouco, apenas uma introdução básica e um resumo da idéia que tive. O que acaba sendo escrito não é o desenvolvimemto da idéia, mas sim uma conclusão onde o desenvolvimento já foi feito anteriormente, o que não acho interessante. Nunca fui uma pessoa que se satisfaz com apenas conclusões, apenas fatos, resultados finais de um processo já feito anteriormente.
Acho que é um grande problema recente que muitas pessoas se satisfazem com apenas respostas diretas, conclusões, resultados finais. enquanto eu acho muito mais interessante ver o desenvolvimento de um resultado. Porque uma pessoa chegou a ter a idéia que tem ou como um fato chegou a estar onde ele está. E realmente é isso que quero passar, mas por algum motivo não consigo, portanto meus posts se tornam apenas resultados finais, o que talvez passe uma ideia de mim que não quero passar, uma ideia de que eu penso apenas em resultados finais através de resultados finais, entende?
Acho isso uma boa introdução para esses posts que chamarei de 'Transcrições'. não quero ser pretencioso e chamá-los de 'Transcriçoes de um Cigarro' nem nada do tipo, como pensei em chamar quando a idéia se... concretizou. Pois ja tinha se originado anteriormente. Se concretizou numa conversa, na qual tive um incentivo final pelo qual saí aqui fora neste frio desgraçado para fumar e gravar essas palavras de desenvolvimento, que como disse, são as que me interessam e sempre são as que faltam.
Puta que pariu que frio. Minhas mãos estão começando a doer. Não sei o que causa essa dor do frio, e é literalmente dor. Fazia tempo que nao sentia isso.
O que é o frio?
Na verdade o frio não existe, o frio é como a escuridão. Só existe o calor, assim como só existe a luz.
Quando você sente frio, é porque você se coloca num ambiente com menos calor que seu corpo, um ambiente que está numa temperatura inferior ao seu corpo, e aí o calor do seu corpo é transferido pra fora. Essa saída de calor pela sua pele deve ser o que dói. Não quero nem saber como é estar numa temperatura abaixo de 0°C ou acima de 100°C, pois a água do seu corpo seria congelada ou evaporaria. Quando ela congela, creio que é aí que acontece a necrose."
*Editada, cortando partes desnecessárias ou modificando para melhorar o sentido e arrumando erros gramaticais
"Eu não sei se vai sair algo dessa gravação.
Tem que ser natural, por mais que seja difécil ser natural, pelo menos assim sob pressão por eu estar sendo gravado.
Estou pensando em transcrever o que estou gravando aqui. Não tem script nem nada, estou simplesmente gravando palavras soltas no ar. O problema é que quando eu tenho essas idéias, eu não fico falando o tempo todo. Essas gravações são apenas úteis para que talvez quando eu for transcrever, eu consiga uma idéia melhor, porque muitas e muitas vezes que eu saio aqui fora para pensar, as palavras que eu falo ou penso me fogem quando quero passá-las ao texto. Elas soam muito bem e, se ditas num diálogo, o ouvinte conseguiria compreender muito melhor o que digo. As palavras me fogem. Quando eu volto e sento pra escrever os pensamentos que tive aqui fora, eu tenho TERRÍVEIS bloqueios de escritor, porque me orgulho das palavras que saem aqui fora, me orgulho daquilo que só o Ouvinte ouve. E o que o Ouvinte escuta é a idéia passada de uma maneira bem mais próxima daquela que eu quero passar aos leitores
(o Ouvinte sendo o nome que dei à idéia da pessoa que tenho quando converso sozinho)
Portanto eu sento e escrevo, mas escrevo pouco, apenas uma introdução básica e um resumo da idéia que tive. O que acaba sendo escrito não é o desenvolvimemto da idéia, mas sim uma conclusão onde o desenvolvimento já foi feito anteriormente, o que não acho interessante. Nunca fui uma pessoa que se satisfaz com apenas conclusões, apenas fatos, resultados finais de um processo já feito anteriormente.
Acho que é um grande problema recente que muitas pessoas se satisfazem com apenas respostas diretas, conclusões, resultados finais. enquanto eu acho muito mais interessante ver o desenvolvimento de um resultado. Porque uma pessoa chegou a ter a idéia que tem ou como um fato chegou a estar onde ele está. E realmente é isso que quero passar, mas por algum motivo não consigo, portanto meus posts se tornam apenas resultados finais, o que talvez passe uma ideia de mim que não quero passar, uma ideia de que eu penso apenas em resultados finais através de resultados finais, entende?
Acho isso uma boa introdução para esses posts que chamarei de 'Transcrições'. não quero ser pretencioso e chamá-los de 'Transcriçoes de um Cigarro' nem nada do tipo, como pensei em chamar quando a idéia se... concretizou. Pois ja tinha se originado anteriormente. Se concretizou numa conversa, na qual tive um incentivo final pelo qual saí aqui fora neste frio desgraçado para fumar e gravar essas palavras de desenvolvimento, que como disse, são as que me interessam e sempre são as que faltam.
Puta que pariu que frio. Minhas mãos estão começando a doer. Não sei o que causa essa dor do frio, e é literalmente dor. Fazia tempo que nao sentia isso.
O que é o frio?
Na verdade o frio não existe, o frio é como a escuridão. Só existe o calor, assim como só existe a luz.
Quando você sente frio, é porque você se coloca num ambiente com menos calor que seu corpo, um ambiente que está numa temperatura inferior ao seu corpo, e aí o calor do seu corpo é transferido pra fora. Essa saída de calor pela sua pele deve ser o que dói. Não quero nem saber como é estar numa temperatura abaixo de 0°C ou acima de 100°C, pois a água do seu corpo seria congelada ou evaporaria. Quando ela congela, creio que é aí que acontece a necrose."
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ignorância Orgulhosa
Nunca fui grande fã de futebol, salve copas do mundo. Costumava dizer com orgulho, "Odeio futebol", sem vergonha alguma de ser totalmente alienado nesse assunto. Depois que percebi o que eu estava fazendo de verdade. Estava tendo orgulho de minha ignorância.
A ignorância orgulhosa é algo muito comum. Associamos o conhecimento sobre um assunto com interesse e/ou envolvimento com o mesmo.
Não tenha orgulho de sua ignorância, pois por menos que a sabedoria sobre um assunto banal te acrescente, já é mais que não saber nada sobre ele. Não precisa correr atrás do conhecimento, mas não fuja dele.
A ignorância orgulhosa é algo muito comum. Associamos o conhecimento sobre um assunto com interesse e/ou envolvimento com o mesmo.
Não tenha orgulho de sua ignorância, pois por menos que a sabedoria sobre um assunto banal te acrescente, já é mais que não saber nada sobre ele. Não precisa correr atrás do conhecimento, mas não fuja dele.
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