sábado, 25 de dezembro de 2010

25 de Dezembro

Este é um post feito especialmente para este dia. Mas que dia é este? Este é um dia onde todas as pessoas falam sobre este dia, porque este dia tem um nome, coisa que os outros dias normalmente não tem, o que torna este dia mais importante que os outros dias.

Feliz dia.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Potencial Trancafiado Parte 2

Tenho más notícias: Nós quase certamente não estamos utilizando nosso completo potencial.

Mesmo que você seja super talentoso ou super inteligente ou super seja-la-o-que-for, você provavelmente não está usando esse seja-la-oque-for da melhor maneira possível, seja la qual maneira for esta.

Eu me julgo uma pessoa inteligente, com uma paixão por uma área que não estou seguindo, a ciência. Eu provavelmente poderia embarcar na ciência e fazer uma descoberta que vai entrar nos livros de história, assim como você, com seu dom especial, poderia se tornar alguém admirável pelo mundo inteiro.

Certo, não podemos dizer com certeza que não estamos vivendo a melhor vida possível, mas dado o numero de coisas que poderíamos ter feito de outra forma em nossas vidas, a chance de que nossas escolhas atuais levem-nos à melhor vida possível é quase inexistente.

Mas não deveríamos nos culpar muito por isso, afinal, a única maneira de tomar as melhores escolhas possíveis é saber com antecedência onde isso vai te levar, e saber também se não existe um caminho que vai te levar a algo melhor; estar sempre um passo à frente é muito pouco, precisamos estar sempre todos os passos à frente. E, francamente, ninguém é capaz disso. Ficar muito preso nisso é superestimar a raça humana.

Edit:
(Ah, e que fique evidente que eu me refiro apenas à nossa vida neste mundo, quando me refiro à "melhor vida possível" não tomo em consideração nenhuma característica espírita. Tomo uma visão totalmente cética sobre o "sentido da vida". Aliás talvez eu faça um post sobre esse sentido superestimado que temos.)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Arte, Política e Religião.

Existe aquele ditado que diz "Gosto não se discute", ou, expandindo um pouco, "Não se discute política / musica / futebol / religião" ou algo assim. Eu concordo em parte. Você não pode convencer alguém a gostar de uma musica ou banda dizendo apenas "porra, essa musica é muito boa, cê devia gostar dela". Não é tão fácil assim. Religião a mesma coisa, não é falando que Deus existe e botando medo ao falar do Inferno que vai me fazer começar a acreditar em Deus. Pode funcionar com alguns, mas estes poucos não possuem uma base forte para sua crença.

Aí está a palavra chave, "base". Não se discute um assunto "subjetivo" (exito ao usar esta palavra) como os citados no início do texto diretamente. Raramente se chegará a um acordo debatendo o assunto diretamente.

As crenças, gostos e preferências não surgem do nada, como, aparentemente, muitos pensam. Todas estas coisas surgem a partir de uma base, base para a crença, base para o gosto, base para a preferência. Não se deve discutir o se, mas sim o porque.

Veja este quadro:

É um quadrado preto com um minúsculo ponto branco. Isso é arte? Independente da sua resposta, farei outra pergunta: "Porque isso é/não é arte?", então, para responder isso, deve questionar-se: "Qual a minha definição de arte?" Arte é tudo que alguém denominado como artista por ao menos um crítico faz? Arte é algo que requer habilidade, ou é apenas algo que transmite uma ideia? Assim que a definição de "arte" for concluída, podemos iniciar um certo debate, já que temos a base. Se o debate for com o intuito de mudar o gosto do oponente, então talvez possamos chegar a algum lugar ao criticar, ao invés do gosto do oponente em si, sua base para ter esse gosto, para aderir a essa definição de arte. Se conseguirmos, então o oponente claramente não possuía uma base forte o suficiente, mas se acontecer o mais provável, do oponente não mudar sua opinião e sua base não fraquejar, ao menos aprenderemos algo com a discussão, aprenderemos que existem outros pontos de vista que não sejam os seus e, com sorte, perderemos essa noção de que "gosto não se discute". Se tem tanta gente discutindo, é porque se discute sim e se mesmo assim a frase continua em efeito, é porque não se soube discutir corretamente.

Religião ou crença é um outro ponto, dessa vez, creio eu, mais debatível, pois aquilo que acreditamos é aquilo que escolhemos acreditar, e nossas escolhas podem estar erradas (se não admite isso então não merece atenção ou credibilidade alguma). Acredito muito no que a ciência diz, pois a ciência não é só um coletivo de descobertas. Para algo ser considerado um "fato" ou uma "teoria", ela deve passar por um rigoroso processo muito extenso e complicado para explicar nesse texto (e também porque eu não conheço de cor), então quando me deparo com algum religioso e quero debater, meu instinto faz-me assumir que sua base para definir o que é ou não verdade - ou ao menos acreditável - é a mesma base que a minha. Logo se inicia um debate que não vai a lugar algum pois meu instinto me fez assumir o, muito provavelmente, incorreto. Logo devo mudar o caminho que o debate toma para algo mais profundo. "O que te faz acreditar?" É a fé? Então começo a atacar o conceito de fé. Foi algum acontecimento na sua vida que considera um milagre? Então começo a tomar um caminho arriscado ao dizer que aquilo poderia muito bem ter outras causas, se não Deus. São os argumentos lógicos ao observar o mundo a nossa volta? Então começo a apresentar contrapontos lógicos e pesá-los contra os argumentos que me apresenta. Se for uma mistura de tudo isso, então a conversa vai longe... Ou um se cansa, ou se ofende, ou se sente ameaçado e diz que "Religião não se discute". (Aí eu fico com raiva, chuto, grito, xingo de covarde e ignorante e acaba ficando por isso mesmo)

Pois acho que já escrevi demais. Pensei em entrar em futebol e política, mas seria apenas a repetição dos dois parágrafos anteriores com algumas palavras modificadas. Espero que tenha compreendido, aprendido algo ou senão ao menos concordado com o que leu.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Nós vamos morrer, e isso faz de nós os sortudos.

A maioria das pessoas nunca vão morrer porque elas nunca vão nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar aqui no meu lugar mas, de fato, nunca verão a luz do dia são mais numerosas que os grãos de areia da Arabia. Certamente entre aqueles fantasmas não nascidos se encontram poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton.

Nós sabemos disso porque o número de pessoas permitidas pelo nosso DNA tão massivamente excede o número de pessoas existentes. Sob estas possibilidades espantosas somos eu e você, em nossa ordinariedade, que estamos aqui.

Nós, minoria privilegiada, que ganhamos a loteria da vida contra todas as probabilidades, como ousamos reclamar do nosso inevitável retorno àquele estado anterior do qual a vasta maioria nunca saiu."

– Richard Dawkins

domingo, 14 de novembro de 2010

Eu tento, tento, tento, mas todas as vezes sou cortado a seco. Invasivo? Não sei, talvez.

Quero mudar, mas eu sou eu, e não outra pessoa.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Feynman

Existe uma bagunça tremenda de ondas pelo espaço à nossa volta. Nossos olhos são adaptados apenas para receber ondas entre duas frequências, se ficar muito pequena se torna ultravioleta, se ficar muito grande se torna infravermelho, mas elas estão aí, estão à nossa volta, indo em todas as direções.

O melhor exemplo são ondas de luz. De qualquer um ponto no espaço onde existe essa onda, você pode ver qualquer outro ponto. Para esse simples fato até banal ocorrer, dá pra se imaginar a bagunça imensa de ondas (de luz, apenas) que estão viajando nesse meio? E elas não são as únicas. Em qualquer lugar, você liga um rádio, e esse rádio capta as ondas de rádio no espaço, e então transmite ondas sonoras, captadas por nossos ouvidos. E está tudo aí, à sua volta.

É de enlouquecer qualquer um...

"But you gotta stop and think about it... About the complexity, to really get the pleasure."

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A batalha pelo absoluto.

Vocês não cansam de recuar? A cada humilde investida nossa, vocês recuam por kilômetros, mas continuam bravamente lutando, sem nem ao menos perceber a iminente derrota e ignorando o impacto. A dor é tanta que nem se lembram mais como era viver sem ela. Em seu ponto de vista, nós somos os vilões, e vocês estão ganhando.

Mas nesta batalha a lei continua válida, sendo a mesma contradição (para vocês, invisível): "O bem sempre vence"

Mas a verdade é que vocês são cegos. Suas vendas por cima de seus olhos desde o nascimento. Sua visão totalmente dependente daquilo que seus líderes desejam. Vocês não vêem o abismo, pois seus lideres não querem que o vejam. "Continuem lutando, vocês estão indo bem, eles estão totalmente indefesos!", enquanto na verdade nossas defesas estão mais fortes do que nunca.

O bem sempre vence. E é isso que estamos fazendo.

Infiel.

Não sei como abordar esse tema sem soar agressivo.

Fé.

Porque esta palavra tem uma conotação tão positiva? Ter fé em algo, se não for por conforto emocional em momentos difíceis, é absolutamente repugnante aos meus olhos. Alguém com saúde mental perfeita que diz ter fé em algo admite ter entregue sua visão do mundo para o primeiro manipulador. Admite não valorizar suas opiniões e, conseqüentemente, às ações que faz em cima delas.

Não sou só eu quem diz isso, é o próprio dicionário. Fé é definida como "crença em algo não baseado na lógica ou em evidência material". O que mais há para te fazer acreditar senão isso? Porque vende sua crença por um preço tão baixo? Como é capaz disso?

É isso que diferencia o ateísmo de outras religiões e torna-o o melhor ponto de vista. Para ser ateu é necessário o ceticismo. Não existem dogmas, não existem regras a serem seguidas à risca, não há nenhum ateu influente que precisa ser tratado como um Deus.

Deixe sua fé para trás, torne-se livre.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Insignificantes / O Pálido Ponto Azul

Contradizendo meu post "Independência Intelectual", no qual tento dizer o que que gosto mesmo é expressar idéias as quais cheguei a conclusão sozinho, com ajuda (inevitável) apenas no caminho, mas quem pegou as peças e colocou-as no lugar fui eu, vou colocar aqui um texto de Carl Sagan, texto esse que acho ser o mais comovente, por sua (para muitos, cruel) veracidade, texto esse que gostaria de ter ouvido em pessoa, em um de seus discursos.

Para não ser dito no final, talvez interrompendo a reflexão que - com sorte - inevitavelmente procederá a leitura do texto, já digo agora:

Descanse em paz, Carl Sagan.

"Olhem de novo para esse ponto. Isso é aqui, isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos a quem amamos, todos a quem conhecemos, qualquer um de quem escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu as suas vidas. A junção das nossas alegrias e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e colhedor, cada herói e covarde, cada criador e destrutor de civilizações, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol.

A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores de um canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores de algum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão extremos os seus ódios.

As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são raptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios.

A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que albriga a vida. Não há mais algum, pelo menos no futuro próximo, onde a nossa espécie poderá emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda não. Gostemos ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar.

Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. Para mim, acentua a nossa responsabilidade para nos portar mais amavelmente uns para com os outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que tenhamos conhecido."

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Inutilidade #1

A partir de observações, nota-se que em um jogo de PAR ou IMPAR os jogadores, por conveniência, jogam apenas 0, 1 ou 2:

Jogador 1 (PAR) 0 x 0 Jogador 2 (IMPAR) = PAR
Jogador 1 (PAR) 0 x 1 Jogador 2 (IMPAR) = IMPAR
Jogador 1 (PAR) 0 x 2 Jogador 2 (IMPAR) = PAR
Jogador 1 (PAR) 1 x 0 Jogador 2 (IMPAR) = IMPAR
Jogador 1 (PAR) 1 x 1 Jogador 2 (IMPAR) = PAR
Jogador 1 (PAR) 1 x 2 Jogador 2 (IMPAR) = IMPAR
Jogador 1 (PAR) 2 x 0 Jogador 2 (IMPAR) = PAR
Jogador 1 (PAR) 2 x 1 Jogador 2 (IMPAR) = IMPAR
Jogador 1 (PAR) 2 x 2 Jogador 2 (IMPAR) = PAR
Total de jogos = 9

N° de jogos PAR = 5
N° de jogos IMPAR= 4

CONCLUSÃO: Em um jogo de PAR ou IMPAR, quem pede PAR tem mais chances de ganhar.

Sempre que for jogar PAR ou IMPAR, peça sempre PAR, mas se for obrigado a pedir IMPAR, seja mais esperto e coloque 3, pois então se acrescenta:

Jogador 1 (PAR) 0 x 3 Jogador 2 (IMPAR) = IMPAR
Jogador 1 (PAR) 1 x 3 Jogador 2 (IMPAR) = PAR
Jogador 1 (PAR) 2 x 3 Jogador 2 (IMPAR) = IMPAR

Modificando o placar final para:
Total de jogos = 12

N° de jogos PAR = 6
N° de jogos IMPAR= 6

Ou seja, 50% de chance para ambos os lados.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vocabulário

Tem vezes que meu vocabulário me falha. A culpa disso está em grande parte no fato de eu ser bilingüe

Eu interajo com a língua inglesa com tanta freqüencia que eu ja me tornei fluente nela. Interaji a tanto tempo (desde os quatro anos jogando Super Nintendo e então atingindo um boom de interação aos 12, acho, quando fui apresentado ao Tibia HDUISHOASD) que aprendi a usá-la como uma língua primária. A maioria do meu tempo em casa eu estou vendo coisas em inglês no YouTube ou vendo seriados sem precisar de legendas ou seja lá o que for. Com isso aprendi o inglês separadamente do português.

Aprendemos palavras pelo seu contexto, desde criança e usamos elas da mesma forma: quando falamos pegamos o contexto que queremos transmitir e então acessamos nosso cérebro em busca da palavra que mais adequadamente comunica esse contexto ou essa idéia, ter duas línguas diferentes para acessar complica muito as coisas.

Por vezes eu me encontro construindo uma idéia através de palavras de uma das duas línguas a minha disposição para no meio trombar com uma idéia que eu sei descrever apenas com uma palavra da língua oposta da que eu estou usando.

Meu vocabulário é como um diagrama de Venn de duas partes:

O círculo A representa as idéias que eu sei transmitir através de palavras em português, o círculo B, em inglês e a intersecção é a idéia plena que eu sei transmitir através de qualquer uma das línguas, e a imagem em seu inteiro representa todas as idéias que eu sou capaz de "enxergar" em palavras.

(também existem outros círculos de idéias em outras línguas mas estes em grande parte não interseccionam nada, são muito pequenos e não vejo problemas em usá-los no meio de uma conversa, um exemplo é a palavra "zeitgeist" do alemão, que passa uma idéia exclusiva para essa língua, assim como "saudade".)

A falta de meu vocabulário ocorre quando estou falando, digamos, na língua A e tento passar uma idéia que só é correspondente com a língua B. Para sanar este problema é necessário juntar os dois círculos para que eles formem um só

O mais interessante é que eu me enrolo muito mais falando em português do que em inglês, então acredito que o meu círculo B é maior que o A, ou ele simplesmente é contido em maior porcentagem na intersecção que o A.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Independência Intelectual

Porque meu post anterior foi jutamente sobre o Determinismo, sendo que existem tantos outros assuntos similares? Não, não é por coincidencia. Eu poderia gastar posts e posts escrevendo sobre as várias filosofias que pensamentos da Lógica trazem, e falácias argumentativas e etc e tal (e eu provavelmento vou um dia) mas pra mim o Determinismo guarda um lugar especial no meu coraçã-- er, na minha mente, pelos mesmos motivos da maioria dos meus textos aqui: EU criei eles.

E o conceito de Determinismo foi um dos -- senão o -- primeiro dos conceitos que criei, e certamente o que mais me afetou. Em 2007 ou 2008, não me lembro, eu estava voltando da escola de ônibus, e comecei a pensar e viajar como é de costume de todos os passageiros que não dormem nem possuem um dispositivo de musica.

Nesse dia comecei a pensar, e foram pensamentos bem menos gerais que os do meu post anterior. Comecei a criar situações em minha mente e então ver os motivos para que os fatos tenham se desenrolado da maneira que desenrolaram em minha mente. Chegavam a ser realmente específicos, como uma briga vista em câmera lenta e um dos lutadores perdendo pois seu braço não pode se mover rápido o bastante por alguns milissegundos, ou uma pedra no chão que o fez escorregar, e então o vencedor da briga se tornava uma pessoa realmente importante, mudando o mundo (viagem, eu sei).

Foi então que percebi que TUDO tem um motivo, e então criei um conceito que passa longe do Determinismo; o conceito de que um ser onisciente poderia prever o futuro.

Então desci do ônibus com minha mente fervendo e determinado (há!) a espalhar essa idéia. Cheguei em casa e escrevi um extensivo e confuso post em um fórum explicando minha idéia nova e como eu a obtive com intenção de gerar discussão. Os primeiros posts enxergaram minha idéia como original e entraram na discução, mas um deles acabou com o meu orgulho:

"Essa idéia é sua mesmo?"
"É sim, porque?"
"Me parece muito com Determinismo [seguido de um link para a página da wikipedia]"

Eu li o artigo e fiquei frustrado. EU queria tomar o crédito pela idéia, EU queria ser reconhecido como o jovem gênio que moveu a mente de milhões, EU... Era tremendamente ingênuo.

Desde então não parei jamais de ficar com raiva quando vejo outras pessoas tendo idéias geniais, mas não vou parar de me orgulhar dos meus pensamentos independentes ja antes pensados por outra pessoa.

Determinismo

Finalmente um post sobre isso.

Não existe livre arbítrio. Tudo é uma reação de uma reação de uma reação de uma reação (...) de uma reação de uma ação inicial.
Pense, pegue qualquer coisa feita por qualquer outra coisa. As palavras ditas são provenientes dos pensamentos tidos que são provenientes de sua personalidade que é proveniente de experiências passadas e vivências que são provenientes de uma infinidade de coisas que em primeiro lugar é proveniente de seu nascimento.

...Que por sua vez é proveniente por seus pais se conhecerem que é proveniente dos pais deles se conhecerem que é proveniente da raça humana evoluir que é proveniente do planeta ser criado que é proveniente de um campo gravitacional atraindo matéria que é proveniente do Big Bang.

Pode ser que essa minha regressão esteja incorreta em algum ponto, mas dá pra entender onde quero chegar, não?

Usando esse pensamento, podemos dizer que você come porque está com fome. "Mas se o determinismo diz que eu deveria comer, se eu não comer eu estarei negando-o, fazendo uma escolha livre de tudo". Não. Você vai estar se negando a comer pois você está com uma predisposição para tal. Não se foge do Determinismo.

Mas claro, não se pode viver nossas vidas pelo determinismo. Se ele fosse reconhecido como verdade (o que não vai acontecer pois existe algo que previne isso por causa do estado de "Certeza" que o Determinismo toma na Lógica) haveriam grandes impactos na sociedade como por exemplo, prender um criminoso. Qual a culpa que ele tem se suas ações ja vieram precedidas de uma infinidade de coisas que levaram-no a cometer o crime?

E outra, nem se apenas uma pessoa tentasse viver uma vida tendo como única filosofia o Determinismo ela conseguiria, pois o ser humano não é condicionado a olhar o mundo através desses olhos... E não quero nem imaginar que vida levaria se conseguisse.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Transcrições [1]

Essa é uma transcrição* da primeira gravação de um dos monólogos que tenho, monólogos esses que normalmente (normalente, logo nem sempre) dão fruto aos textos que pode-se ler aqui.

*Editada, cortando partes desnecessárias ou modificando para melhorar o sentido e arrumando erros gramaticais

"Eu não sei se vai sair algo dessa gravação.

Tem que ser natural, por mais que seja difécil ser natural, pelo menos assim sob pressão por eu estar sendo gravado.

Estou pensando em transcrever o que estou gravando aqui. Não tem script nem nada, estou simplesmente gravando palavras soltas no ar. O problema é que quando eu tenho essas idéias, eu não fico falando o tempo todo. Essas gravações são apenas úteis para que talvez quando eu for transcrever, eu consiga uma idéia melhor, porque muitas e muitas vezes que eu saio aqui fora para pensar, as palavras que eu falo ou penso me fogem quando quero passá-las ao texto. Elas soam muito bem e, se ditas num diálogo, o ouvinte conseguiria compreender muito melhor o que digo. As palavras me fogem. Quando eu volto e sento pra escrever os pensamentos que tive aqui fora, eu tenho TERRÍVEIS bloqueios de escritor, porque me orgulho das palavras que saem aqui fora, me orgulho daquilo que só o Ouvinte ouve. E o que o Ouvinte escuta é a idéia passada de uma maneira bem mais próxima daquela que eu quero passar aos leitores

(o Ouvinte sendo o nome que dei à idéia da pessoa que tenho quando converso sozinho)

Portanto eu sento e escrevo, mas escrevo pouco, apenas uma introdução básica e um resumo da idéia que tive. O que acaba sendo escrito não é o desenvolvimemto da idéia, mas sim uma conclusão onde o desenvolvimento já foi feito anteriormente, o que não acho interessante. Nunca fui uma pessoa que se satisfaz com apenas conclusões, apenas fatos, resultados finais de um processo já feito anteriormente.

Acho que é um grande problema recente que muitas pessoas se satisfazem com apenas respostas diretas, conclusões, resultados finais. enquanto eu acho muito mais interessante ver o desenvolvimento de um resultado. Porque uma pessoa chegou a ter a idéia que tem ou como um fato chegou a estar onde ele está. E realmente é isso que quero passar, mas por algum motivo não consigo, portanto meus posts se tornam apenas resultados finais, o que talvez passe uma ideia de mim que não quero passar, uma ideia de que eu penso apenas em resultados finais através de resultados finais, entende?




Acho isso uma boa introdução para esses posts que chamarei de 'Transcrições'. não quero ser pretencioso e chamá-los de 'Transcriçoes de um Cigarro' nem nada do tipo, como pensei em chamar quando a idéia se... concretizou. Pois ja tinha se originado anteriormente. Se concretizou numa conversa, na qual tive um incentivo final pelo qual saí aqui fora neste frio desgraçado para fumar e gravar essas palavras de desenvolvimento, que como disse, são as que me interessam e sempre são as que faltam.





Puta que pariu que frio. Minhas mãos estão começando a doer. Não sei o que causa essa dor do frio, e é literalmente dor. Fazia tempo que nao sentia isso.

O que é o frio?

Na verdade o frio não existe, o frio é como a escuridão. Só existe o calor, assim como só existe a luz.

Quando você sente frio, é porque você se coloca num ambiente com menos calor que seu corpo, um ambiente que está numa temperatura inferior ao seu corpo, e aí o calor do seu corpo é transferido pra fora. Essa saída de calor pela sua pele deve ser o que dói. Não quero nem saber como é estar numa temperatura abaixo de 0°C ou acima de 100°C, pois a água do seu corpo seria congelada ou evaporaria. Quando ela congela, creio que é aí que acontece a necrose."

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ignorância Orgulhosa

Nunca fui grande fã de futebol, salve copas do mundo. Costumava dizer com orgulho, "Odeio futebol", sem vergonha alguma de ser totalmente alienado nesse assunto. Depois que percebi o que eu estava fazendo de verdade. Estava tendo orgulho de minha ignorância.

A ignorância orgulhosa é algo muito comum. Associamos o conhecimento sobre um assunto com interesse e/ou envolvimento com o mesmo.

Não tenha orgulho de sua ignorância, pois por menos que a sabedoria sobre um assunto banal te acrescente, já é mais que não saber nada sobre ele. Não precisa correr atrás do conhecimento, mas não fuja dele.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Potencial Trancafiado

Passei muito tempo melhorando a mim mesmo. Estabelecendo uma base, uma maneira de pensar, ideologias, um protocolo a seguir. Assim eu apredi a julgar coisas, a fazer sentido daquilo que vejo, a tomar uma posição. Estou satisfeito com o que construí. Estes pilares de minha personalidade e da minha mente.

Mas passei tempo demais contruindo estes pilares, e não coloquei nada em cima. Me tornei apenas o esqueleto de uma máquina que não serve para mais nada além do próprio fortalecimento e do auto-sustento.

Procuro encontrar algo para o qual posso me orgulhar. Dar uma função para este "egoesqueleto", mas nada me atrai.

Fico parado, uso meu tempo apenas para o crescimento pessoal ou só para passar o tempo com o entretenimento. Não faço nada com meu potencial, sem ao menos saber o que fazer com ele.

E é aqui que estou, preso com algo valioso que não sei onde colocar. Me sinto como uma espada afiada, apenas em exposição.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O seu presente é meu passado

O trovão é algo interessante. sua luz nos alcança notavelmente antes que seu som. Foi isso que me fez perceber, o som que escutei, o clarão que vi, não os senti em tempo real, eles tiveram de vir até mim. Isso não é o que ocorre a todo momento? Tudo que vimos é luz refletida ou produzida por algum corpo, essa luz demora um tempo para chegar aos nossos olhos e ser então interpretada pelo nosso cérebro. Ocorre o mesmo com o som, o tato, o olfato, e aquele lá, o paladar. Sempre esqueço esse.

Coisas tão banais me fascinam, às vezes. A luz que reflete da calçada na noite é a mesma que ja esteve refletindo a lua, ou é aquela produzida pelo filamento elétrico da lâmpada do poste.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Onisciência = Culpa

Quanto mais você aprende, mais culpado você se torna.

Tudo que ocorre em sua vida é sua culpa. A sabedoria, em sua mais crua definição, nos permite controlar os acontecimentos de nossas vidas.

Por exemplo, digamos que você está andando pela rua, e então você é assaltado, a culpa é sua? Alguém colocaria a culpa em você? Pois a culpa é sua. Se fosse possível uma sabedoria tão extensiva, chegando ao ponto de se saber que, naquele momento, haveria alguém com intenções de te assaltar, você saberia que não deveria andar por ali. Teria certeza, portanto, o seu ato de escolher aquele caminho, te levou, diretamente, a ser assaltado.

Podemos adquirir o poder de controlar nossas vidas. Controlar tudo que nos afeta diretamente, se tivermos sabedoria o bastante daquilo que é pertinente, que irá afetar tudo que está relacionado às nossas ações. Mas adquirir tal conhecimento é realmente muito fora de mão. Por isso se cometem erros,

é daí que vem o arrependimento.