Este é um post feito especialmente para este dia. Mas que dia é este? Este é um dia onde todas as pessoas falam sobre este dia, porque este dia tem um nome, coisa que os outros dias normalmente não tem, o que torna este dia mais importante que os outros dias.
Feliz dia.
sábado, 25 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Potencial Trancafiado Parte 2
Tenho más notícias: Nós quase certamente não estamos utilizando nosso completo potencial.
Mesmo que você seja super talentoso ou super inteligente ou super seja-la-o-que-for, você provavelmente não está usando esse seja-la-oque-for da melhor maneira possível, seja la qual maneira for esta.
Eu me julgo uma pessoa inteligente, com uma paixão por uma área que não estou seguindo, a ciência. Eu provavelmente poderia embarcar na ciência e fazer uma descoberta que vai entrar nos livros de história, assim como você, com seu dom especial, poderia se tornar alguém admirável pelo mundo inteiro.
Certo, não podemos dizer com certeza que não estamos vivendo a melhor vida possível, mas dado o numero de coisas que poderíamos ter feito de outra forma em nossas vidas, a chance de que nossas escolhas atuais levem-nos à melhor vida possível é quase inexistente.
Mas não deveríamos nos culpar muito por isso, afinal, a única maneira de tomar as melhores escolhas possíveis é saber com antecedência onde isso vai te levar, e saber também se não existe um caminho que vai te levar a algo melhor; estar sempre um passo à frente é muito pouco, precisamos estar sempre todos os passos à frente. E, francamente, ninguém é capaz disso. Ficar muito preso nisso é superestimar a raça humana.
Edit:
(Ah, e que fique evidente que eu me refiro apenas à nossa vida neste mundo, quando me refiro à "melhor vida possível" não tomo em consideração nenhuma característica espírita. Tomo uma visão totalmente cética sobre o "sentido da vida". Aliás talvez eu faça um post sobre esse sentido superestimado que temos.)
Mesmo que você seja super talentoso ou super inteligente ou super seja-la-o-que-for, você provavelmente não está usando esse seja-la-oque-for da melhor maneira possível, seja la qual maneira for esta.
Eu me julgo uma pessoa inteligente, com uma paixão por uma área que não estou seguindo, a ciência. Eu provavelmente poderia embarcar na ciência e fazer uma descoberta que vai entrar nos livros de história, assim como você, com seu dom especial, poderia se tornar alguém admirável pelo mundo inteiro.
Certo, não podemos dizer com certeza que não estamos vivendo a melhor vida possível, mas dado o numero de coisas que poderíamos ter feito de outra forma em nossas vidas, a chance de que nossas escolhas atuais levem-nos à melhor vida possível é quase inexistente.
Mas não deveríamos nos culpar muito por isso, afinal, a única maneira de tomar as melhores escolhas possíveis é saber com antecedência onde isso vai te levar, e saber também se não existe um caminho que vai te levar a algo melhor; estar sempre um passo à frente é muito pouco, precisamos estar sempre todos os passos à frente. E, francamente, ninguém é capaz disso. Ficar muito preso nisso é superestimar a raça humana.
Edit:
(Ah, e que fique evidente que eu me refiro apenas à nossa vida neste mundo, quando me refiro à "melhor vida possível" não tomo em consideração nenhuma característica espírita. Tomo uma visão totalmente cética sobre o "sentido da vida". Aliás talvez eu faça um post sobre esse sentido superestimado que temos.)
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Arte, Política e Religião.
Existe aquele ditado que diz "Gosto não se discute", ou, expandindo um pouco, "Não se discute política / musica / futebol / religião" ou algo assim. Eu concordo em parte. Você não pode convencer alguém a gostar de uma musica ou banda dizendo apenas "porra, essa musica é muito boa, cê devia gostar dela". Não é tão fácil assim. Religião a mesma coisa, não é falando que Deus existe e botando medo ao falar do Inferno que vai me fazer começar a acreditar em Deus. Pode funcionar com alguns, mas estes poucos não possuem uma base forte para sua crença.
Aí está a palavra chave, "base". Não se discute um assunto "subjetivo" (exito ao usar esta palavra) como os citados no início do texto diretamente. Raramente se chegará a um acordo debatendo o assunto diretamente.
As crenças, gostos e preferências não surgem do nada, como, aparentemente, muitos pensam. Todas estas coisas surgem a partir de uma base, base para a crença, base para o gosto, base para a preferência. Não se deve discutir o se, mas sim o porque.
Veja este quadro:
É um quadrado preto com um minúsculo ponto branco. Isso é arte? Independente da sua resposta, farei outra pergunta: "Porque isso é/não é arte?", então, para responder isso, deve questionar-se: "Qual a minha definição de arte?" Arte é tudo que alguém denominado como artista por ao menos um crítico faz? Arte é algo que requer habilidade, ou é apenas algo que transmite uma ideia? Assim que a definição de "arte" for concluída, podemos iniciar um certo debate, já que temos a base. Se o debate for com o intuito de mudar o gosto do oponente, então talvez possamos chegar a algum lugar ao criticar, ao invés do gosto do oponente em si, sua base para ter esse gosto, para aderir a essa definição de arte. Se conseguirmos, então o oponente claramente não possuía uma base forte o suficiente, mas se acontecer o mais provável, do oponente não mudar sua opinião e sua base não fraquejar, ao menos aprenderemos algo com a discussão, aprenderemos que existem outros pontos de vista que não sejam os seus e, com sorte, perderemos essa noção de que "gosto não se discute". Se tem tanta gente discutindo, é porque se discute sim e se mesmo assim a frase continua em efeito, é porque não se soube discutir corretamente.
Religião ou crença é um outro ponto, dessa vez, creio eu, mais debatível, pois aquilo que acreditamos é aquilo que escolhemos acreditar, e nossas escolhas podem estar erradas (se não admite isso então não merece atenção ou credibilidade alguma). Acredito muito no que a ciência diz, pois a ciência não é só um coletivo de descobertas. Para algo ser considerado um "fato" ou uma "teoria", ela deve passar por um rigoroso processo muito extenso e complicado para explicar nesse texto (e também porque eu não conheço de cor), então quando me deparo com algum religioso e quero debater, meu instinto faz-me assumir que sua base para definir o que é ou não verdade - ou ao menos acreditável - é a mesma base que a minha. Logo se inicia um debate que não vai a lugar algum pois meu instinto me fez assumir o, muito provavelmente, incorreto. Logo devo mudar o caminho que o debate toma para algo mais profundo. "O que te faz acreditar?" É a fé? Então começo a atacar o conceito de fé. Foi algum acontecimento na sua vida que considera um milagre? Então começo a tomar um caminho arriscado ao dizer que aquilo poderia muito bem ter outras causas, se não Deus. São os argumentos lógicos ao observar o mundo a nossa volta? Então começo a apresentar contrapontos lógicos e pesá-los contra os argumentos que me apresenta. Se for uma mistura de tudo isso, então a conversa vai longe... Ou um se cansa, ou se ofende, ou se sente ameaçado e diz que "Religião não se discute". (Aí eu fico com raiva, chuto, grito, xingo de covarde e ignorante e acaba ficando por isso mesmo)
Pois acho que já escrevi demais. Pensei em entrar em futebol e política, mas seria apenas a repetição dos dois parágrafos anteriores com algumas palavras modificadas. Espero que tenha compreendido, aprendido algo ou senão ao menos concordado com o que leu.
Aí está a palavra chave, "base". Não se discute um assunto "subjetivo" (exito ao usar esta palavra) como os citados no início do texto diretamente. Raramente se chegará a um acordo debatendo o assunto diretamente.
As crenças, gostos e preferências não surgem do nada, como, aparentemente, muitos pensam. Todas estas coisas surgem a partir de uma base, base para a crença, base para o gosto, base para a preferência. Não se deve discutir o se, mas sim o porque.
Veja este quadro:
É um quadrado preto com um minúsculo ponto branco. Isso é arte? Independente da sua resposta, farei outra pergunta: "Porque isso é/não é arte?", então, para responder isso, deve questionar-se: "Qual a minha definição de arte?" Arte é tudo que alguém denominado como artista por ao menos um crítico faz? Arte é algo que requer habilidade, ou é apenas algo que transmite uma ideia? Assim que a definição de "arte" for concluída, podemos iniciar um certo debate, já que temos a base. Se o debate for com o intuito de mudar o gosto do oponente, então talvez possamos chegar a algum lugar ao criticar, ao invés do gosto do oponente em si, sua base para ter esse gosto, para aderir a essa definição de arte. Se conseguirmos, então o oponente claramente não possuía uma base forte o suficiente, mas se acontecer o mais provável, do oponente não mudar sua opinião e sua base não fraquejar, ao menos aprenderemos algo com a discussão, aprenderemos que existem outros pontos de vista que não sejam os seus e, com sorte, perderemos essa noção de que "gosto não se discute". Se tem tanta gente discutindo, é porque se discute sim e se mesmo assim a frase continua em efeito, é porque não se soube discutir corretamente.Religião ou crença é um outro ponto, dessa vez, creio eu, mais debatível, pois aquilo que acreditamos é aquilo que escolhemos acreditar, e nossas escolhas podem estar erradas (se não admite isso então não merece atenção ou credibilidade alguma). Acredito muito no que a ciência diz, pois a ciência não é só um coletivo de descobertas. Para algo ser considerado um "fato" ou uma "teoria", ela deve passar por um rigoroso processo muito extenso e complicado para explicar nesse texto (e também porque eu não conheço de cor), então quando me deparo com algum religioso e quero debater, meu instinto faz-me assumir que sua base para definir o que é ou não verdade - ou ao menos acreditável - é a mesma base que a minha. Logo se inicia um debate que não vai a lugar algum pois meu instinto me fez assumir o, muito provavelmente, incorreto. Logo devo mudar o caminho que o debate toma para algo mais profundo. "O que te faz acreditar?" É a fé? Então começo a atacar o conceito de fé. Foi algum acontecimento na sua vida que considera um milagre? Então começo a tomar um caminho arriscado ao dizer que aquilo poderia muito bem ter outras causas, se não Deus. São os argumentos lógicos ao observar o mundo a nossa volta? Então começo a apresentar contrapontos lógicos e pesá-los contra os argumentos que me apresenta. Se for uma mistura de tudo isso, então a conversa vai longe... Ou um se cansa, ou se ofende, ou se sente ameaçado e diz que "Religião não se discute". (Aí eu fico com raiva, chuto, grito, xingo de covarde e ignorante e acaba ficando por isso mesmo)
Pois acho que já escrevi demais. Pensei em entrar em futebol e política, mas seria apenas a repetição dos dois parágrafos anteriores com algumas palavras modificadas. Espero que tenha compreendido, aprendido algo ou senão ao menos concordado com o que leu.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
"Nós vamos morrer, e isso faz de nós os sortudos.
A maioria das pessoas nunca vão morrer porque elas nunca vão nascer. As pessoas potenciais que poderiam estar aqui no meu lugar mas, de fato, nunca verão a luz do dia são mais numerosas que os grãos de areia da Arabia. Certamente entre aqueles fantasmas não nascidos se encontram poetas maiores que Keats, cientistas maiores que Newton.
Nós sabemos disso porque o número de pessoas permitidas pelo nosso DNA tão massivamente excede o número de pessoas existentes. Sob estas possibilidades espantosas somos eu e você, em nossa ordinariedade, que estamos aqui.
Nós, minoria privilegiada, que ganhamos a loteria da vida contra todas as probabilidades, como ousamos reclamar do nosso inevitável retorno àquele estado anterior do qual a vasta maioria nunca saiu."
– Richard Dawkins
Nós sabemos disso porque o número de pessoas permitidas pelo nosso DNA tão massivamente excede o número de pessoas existentes. Sob estas possibilidades espantosas somos eu e você, em nossa ordinariedade, que estamos aqui.
Nós, minoria privilegiada, que ganhamos a loteria da vida contra todas as probabilidades, como ousamos reclamar do nosso inevitável retorno àquele estado anterior do qual a vasta maioria nunca saiu."
– Richard Dawkins
domingo, 14 de novembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Feynman
Existe uma bagunça tremenda de ondas pelo espaço à nossa volta. Nossos olhos são adaptados apenas para receber ondas entre duas frequências, se ficar muito pequena se torna ultravioleta, se ficar muito grande se torna infravermelho, mas elas estão aí, estão à nossa volta, indo em todas as direções.
O melhor exemplo são ondas de luz. De qualquer um ponto no espaço onde existe essa onda, você pode ver qualquer outro ponto. Para esse simples fato até banal ocorrer, dá pra se imaginar a bagunça imensa de ondas (de luz, apenas) que estão viajando nesse meio? E elas não são as únicas. Em qualquer lugar, você liga um rádio, e esse rádio capta as ondas de rádio no espaço, e então transmite ondas sonoras, captadas por nossos ouvidos. E está tudo aí, à sua volta.
É de enlouquecer qualquer um...
"But you gotta stop and think about it... About the complexity, to really get the pleasure."
O melhor exemplo são ondas de luz. De qualquer um ponto no espaço onde existe essa onda, você pode ver qualquer outro ponto. Para esse simples fato até banal ocorrer, dá pra se imaginar a bagunça imensa de ondas (de luz, apenas) que estão viajando nesse meio? E elas não são as únicas. Em qualquer lugar, você liga um rádio, e esse rádio capta as ondas de rádio no espaço, e então transmite ondas sonoras, captadas por nossos ouvidos. E está tudo aí, à sua volta.
É de enlouquecer qualquer um...
"But you gotta stop and think about it... About the complexity, to really get the pleasure."
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A batalha pelo absoluto.
Vocês não cansam de recuar? A cada humilde investida nossa, vocês recuam por kilômetros, mas continuam bravamente lutando, sem nem ao menos perceber a iminente derrota e ignorando o impacto. A dor é tanta que nem se lembram mais como era viver sem ela. Em seu ponto de vista, nós somos os vilões, e vocês estão ganhando.
Mas nesta batalha a lei continua válida, sendo a mesma contradição (para vocês, invisível): "O bem sempre vence"
Mas a verdade é que vocês são cegos. Suas vendas por cima de seus olhos desde o nascimento. Sua visão totalmente dependente daquilo que seus líderes desejam. Vocês não vêem o abismo, pois seus lideres não querem que o vejam. "Continuem lutando, vocês estão indo bem, eles estão totalmente indefesos!", enquanto na verdade nossas defesas estão mais fortes do que nunca.
O bem sempre vence. E é isso que estamos fazendo.
Mas nesta batalha a lei continua válida, sendo a mesma contradição (para vocês, invisível): "O bem sempre vence"
Mas a verdade é que vocês são cegos. Suas vendas por cima de seus olhos desde o nascimento. Sua visão totalmente dependente daquilo que seus líderes desejam. Vocês não vêem o abismo, pois seus lideres não querem que o vejam. "Continuem lutando, vocês estão indo bem, eles estão totalmente indefesos!", enquanto na verdade nossas defesas estão mais fortes do que nunca.
O bem sempre vence. E é isso que estamos fazendo.
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